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Instituto EUMELANINA fortalece protagonismo da juventude periférica com programação cultural e esportiva na inauguração do Skatepark do Subúrbio

O Instituto EUMELANINA marcou presença na inauguração do Skatepark do Subúrbio, em Praia Grande, com uma programação que reuniu esporte, arte urbana, cultura hip-hop e dança, reafirmando o protagonismo da juventude do Subúrbio Ferroviário na ocupação de um dos mais importantes equipamentos públicos voltados ao esporte e lazer da capital baiana.

A programação teve início na sexta-feira (03), com a participação de 30 skatistas do território durante a cerimônia de inauguração, valorizando atletas locais e fortalecendo a visibilidade da cena do skate na cidade. Ainda no mesmo dia, o Instituto promoveu o KebraVerso, batalha de rimas e poesia que reuniu artistas da cena hip-hop. A intervenção contou com a participação de Azeh, Low, Kenai e Mogly, que levaram ao público performances marcadas por criatividade, resistência, identidade e a potência da cultura periférica. 

No sábado (04), as atividades continuaram com uma intervenção de Live Painting, realizada pelos artistas Andressa Monique e TK, parceiros do Instituto, que transformaram telas em obras inspiradas na cultura urbana e na identidade do Subúrbio Ferroviário. Encerrando a programação, o público acompanhou uma apresentação do grupo de dança Uzarte, ao som do Instituto Araketu, levando ao novo espaço uma performance que celebrou a potência artística e cultural da periferia.

Para a presidente do Instituto EUMELANINA, Udi Santos, ocupar o Skatepark com ações construídas a partir do território reforça o papel da cultura como ferramenta de transformação social.

"Mais do que participar da inauguração de um equipamento público, o Instituto EUMELANINA ocupou esse espaço com aquilo que faz parte da nossa essência: a valorização da juventude, da cultura e dos talentos do Subúrbio Ferroviário. Ver skatistas, artistas, dançarinos e a comunidade protagonizando esse momento mostra que esses espaços precisam ser ocupados por quem constrói diariamente a história desse território. Esse é o legado que queremos fortalecer."

A skatista Vitória Morais Souza, de 23 anos, moradora do bairro de Santa Mônica e uma das participantes da ação, destacou a importância da iniciativa para a valorização dos atletas locais.

"Acredito que o cenário do skate em Salvador necessita que seus skatistas locais sejam mais valorizados e colocados em cena. O Instituto EUMELANINA facilitou o acesso desses artistas de rua a uma maior visibilidade, além de fomentar o desejo de todos que assistiram de ver mais eventos de skate."

Vitória também ressaltou o sentimento de pertencimento vivido durante a apresentação.

"Senti e sinto que estamos indo para o caminho certo. Vi vários rostos conhecidos que estão sempre somando no skate brasileiro e fiquei ainda mais feliz de ter outra mulher trans andando comigo. Me senti muito pertencente por ver outras mulheres ali andando juntas. Mas também fiquei com o desejo de que existam muito mais oportunidades como essa."

A participação do Instituto integrou a programação de inauguração do Skatepark do Subúrbio, equipamento que faz parte das intervenções urbanas vinculadas ao projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana. Além de ampliar as oportunidades para atletas e artistas locais, as ações reforçaram que investir em cultura, esporte e juventude é fortalecer o desenvolvimento social e a identidade do Subúrbio Ferroviário.

Outro participante da ação, Adriano Santa Rosa da Silva, de 41 anos, morador de Periperi, destacou a importância de o Instituto EUMELANINA ter promovido a ocupação do Skatepark pelos próprios skatistas da comunidade logo na inauguração do equipamento.

"Foi muito importante o Instituto EUMELANINA ter realizado essa ação e ocupado o Skatepark com a galera local, com os skatistas de Salvador e do próprio Subúrbio. Isso mostra para a população e para o poder público que o skate é um esporte muito praticado na nossa cidade e que existe uma cena forte, mas que precisa de incentivo. O que falta muitas vezes são iniciativas como essa, que movimentem a cultura do skate e do hip-hop. O skate faz parte da cultura urbana, assim como o rap, o grafite, o break, o DJ e o MC. É uma forma de expressão artística e de transformação social. Essa ação também deixa registrado que existem atletas no território. O que precisamos é de investimento para fortalecer quem já faz esse movimento acontecer. O skate resiste, o skate salva vidas."


Ao longo dos dois dias de programação, centenas de pessoas acompanharam as atividades, que transformaram o novo equipamento em um espaço de encontro entre esporte, arte, cultura e comunidade, reafirmando o compromisso do Instituto EUMELANINA com a construção de oportunidades para a juventude periférica.



 
 
 

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