Instituto EUMELANINA promoveu atividades voltadas ao fortalecimento da participação política de mulheres negras no Julho das Pretas
As atividades realizadas ao longo do mês fortaleceram a formação política, o empreendedorismo, a mobilização social e o protagonismo de mulheres negras.
O Instituto EUMELANINA integrou a programação do Julho das Pretas com diferentes atividades voltadas ao fortalecimento da participação política, da formação cidadã e do protagonismo das mulheres negras.
O Julho das Pretas é uma ação de incidência política e agenda conjunta com organizações e movimento de mulheres negras do Brasil, voltada para o fortalecimento da ação política coletiva e autônoma das mulheres negras nas diversas esferas da sociedade. A mobilização foi realizada pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho.
Em sua 14ª edição, a programação reuniu 675 atividades, organizadas por 292 organizações e coletivos, distribuídas por 23 estados brasileiros, além do Distrito Federal, e também por três países, fortalecendo uma articulação internacional em torno da luta por Reparação e Bem Viver.
Ao longo do mês, a programação do Instituto EUMELANINA reuniu ações formativas, encontros de articulação e iniciativas de incentivo ao empreendedorismo, reforçando a importância da formação política como ferramenta para ampliar a presença das mulheres negras nos processos de tomada de decisão e na construção de políticas públicas mais inclusivas e democráticas.
As atividades tiveram início no dia 9 de julho, com o Melanina Conecta, que promoveu o debate “Controle Social e Participação Política de Mulheres Negras na Construção de Políticas Públicas”. Conduzido pela historiadora e gestora pública Nairobi Aguiar, o encontro trouxe uma reflexão sobre a trajetória histórica das mulheres negras na luta por direitos e destacou a importância da ocupação cada vez maior dos espaços de poder e decisão.
No dia 11 de julho, o Literatura DiKebrada reuniu as escritoras Radi Oliveira e Adriele do Carmo para dialogar sobre “Escrevivências de Mulheres Negras”, evidenciando a literatura como instrumento de memória, resistência e transformação social. A programação também contou com o Slam DiKebrada + Recital Poético, que celebrou a potência da palavra, da oralidade e da produção cultural periférica.
A agenda seguiu no dia 18 de julho, com o KebraVerso, tradicional batalha de rimas promovida pelo Instituto, que teve uma edição protagonizada por mulheres, fortalecendo o Hip-Hop como ferramenta de expressão, resistência e construção de identidades.
No dia 23 de julho, o Melanina Conecta promoveu o debate “Mulheres Negras, Cultura e Incidência Política: Experiência da Casa da Mulher do Hip-Hop”, discutindo como a cultura pode se consolidar como instrumento de organização comunitária, mobilização social e transformação dos territórios.
No dia 25 de julho, o Instituto também participou da Marcha do Julho das Pretas, em Salvador, mobilização que marcou a luta por direitos, equidade racial, justiça social e participação política efetiva.
Encerrando a programação, no dia 31 de julho, foi realizada a atividade Mulheres em Foco, voltada ao fortalecimento do empreendedorismo e da autonomia econômica de mulheres negras.
A programação do Instituto EUMELANINA no Julho das Pretas teve como objetivo criar oportunidades para que mulheres negras continuassem ocupando espaços de poder e decisão, ampliando suas vozes, fortalecendo redes e contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e equânime.
Para a presidente do Instituto EUMELANINA, Udi Santos, a participação na mobilização nacional reafirmou o compromisso da instituição com a transformação social. “O Julho das Pretas representa um chamado para que as mulheres negras ocupem cada vez mais espaços de decisão, de liderança e de construção de políticas públicas. No Instituto EUMELANINA acreditamos que a transformação social acontece quando fortalecemos a formação política, valorizamos a cultura e criamos oportunidades para que essas mulheres sejam protagonistas das mudanças que desejam ver na sociedade. Nossa programação foi pensada para inspirar, fortalecer redes e ampliar vozes”, afirma.



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